Suspeito confessou o crime que, segundo a polícia, foi motivado por ciúmes e registrado como feminicídio.

A Polícia Civil de Leme (SP) encontrou, na madrugada desta quarta-feira (1º), o corpo de Bruna Carolina Benedito, de 31 anos. Ela estava desaparecida desde 19 de novembro, quando havia saído com um homem com o qual se relacionava esporadicamente.

O corpo em decomposição estava em um bueiro de mais de dois metros de profundidade, em um bairro em construção, próximo ao Jardim Taquari. O resgate foi feito com a ajuda dos bombeiros durante a manhã.

O suspeito, identificado como Marcelo Aparecido dos Santos, confessou o crime para a polícia e está preso.

De acordo com o delegado João Pinheiro Neto, ele teria matado Bruna por ciúmes após vê-la com outro homem.

Embora eles saíssem esporadicamente, ele não aceitava que ela se relacionasse com outras pessoas. O crime foi registrado como feminicídio.

Crime

Bruna havia sido vista pela última vez no carro de Marcelo. Segundo a polícia, na noite de 19 de novembro, uma sexta-feira, eles saíram com outro casal que, no meio da noite, foi deixado em casa.

Marcelo e Bruna então teriam seguido para o local do crime, onde costumavam se encontrar dentro do carro, e iniciariam uma discussão. Segundo o depoimento do suspeito à polícia, ele deu uma cotovelada no rosto dela, desceu do carro, foi até o lado do passageiro e retirou Bruna do veículo com um “mata-leão”, matando-a asfixiada.

Ao vê-la desacordada, ele a jogou no bueiro. O desaparecimento foi registrado pela família dois dias depois.

Carro queimado

Marcelo tem passagens por roubo, sequestro e outros crimes graves e já foi preso. A polícia já vinha o investigando e chegou a tomar o depoimento dele, que alegava inocência.

Ao solicitar que ele apresentasse o carro onde se encontrou com Bruna, ele disse que havia levado o carro para São Bernardo do Campo, mas dois dias depois, o veículo apareceu queimado na garagem da casa onde ele mora.

Segundo o delegado, o incêndio despertou ainda mais suspeitas da polícia, pois o carro estava queimando apenas do lado interno, aparentando uma tentativa de encobrir possíveis provas do crime.

Após a descoberta de provas, como os chinelos da vítima, Marcelo confessou o crime. Ele está preso na cadeia de uma cidade da região.